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SEGURANÇA
13/03/2026 13h19

Corpo esquartejado encontrado em SC é de corretora de imóveis desaparecida

Vítima foi identificada como Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos

A Polícia Civil confirmou nesta sexta-feira (13) que o corpo encontrado esquartejado em Major Gercino, na Grande Florianópolis, é da corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos. A vítima morava sozinha e estava desaparecida desde o início do mês.


O corpo foi localizado por moradores dentro de um saco abandonado em um córrego.


Ao perceberem o objeto suspeito, eles acionaram a polícia. A vítima estava sem cabeça, braços e pés. A identificação foi confirmada após exames laboratoriais, incluindo análises de DNA.


De acordo com a Polícia Civil de Santa Catarina, Luciani teria sido morta entre os dias 4 e 5 de março. O corpo teria permanecido até a madrugada do dia 7 no apartamento da vítima, sendo retirado posteriormente.


As investigações apontam para o envolvimento de cinco suspeitos no crime: uma mulher de 30 anos, um homem de 27 anos, o irmão dele, um adolescente de 14 anos, a mãe dos dois, além de Ângela Maria Moro, de 47 anos, presa na quinta-feira (12) por receptação após ser encontrada com pertences da vítima.

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Segundo a apuração, após o desaparecimento da corretora, foram realizadas compras utilizando o CPF da vítima.


A partir dessas movimentações, a polícia passou a monitorar o direcionamento de entrega dos produtos, todos em Florianópolis.


Durante o acompanhamento, os policiais abordaram um adolescente de 14 anos que retirava uma das encomendas. Ele afirmou que os itens seriam destinados ao irmão.


Com base nas informações, os agentes foram até uma pousada na capital, onde localizaram uma suspeita que foi apresentada como responsável pelo local.


Em um dos apartamentos da pousada, os policiais encontraram duas malas com pertences da vítima, além de diversos produtos adquiridos em nome dela. O veículo da corretora, um Hyundai HB20, também foi encontrado no local.


Os depoimentos encontrados pela investigação indicam ainda que objetos da vítima foram escondidos e que houve evidências de dificultar o trabalho policial.


Para o Ministério Público, os fatos apontam que o caso vai além de um crime patrimonial.


A família de Luciani começou a desconfiar de algo errado ao receber mensagens enviadas pelo celular da corretora com diversos erros gramaticais, algo incomum para ela.


Segundo o irmão, Matheus Estivalet Freitas, Luciani morava sozinha e mantinha contato diário com os familiares, sendo que o último contato confirmado ocorreu no dia 4 de março.


Em uma das mensagens, ela afirmava estar bem, mas dizia estar sendo perseguida por um ex-namorado. Após o episódio, a família registrou o desaparecimento na polícia.


O proprietário de um imóvel administrado por Luciani também relatou ter recebido mensagens suspeitas após atraso no pagamento de faturas.


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