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SAÚDE
23/09/2021 14h20

Grávidas devem tomar paracetamol apenas sob orientação médica, alertam pesquisadores

Publicação na Nature Reviews Endocrinology alerta que uso deve ser controlado, pois o paracetamol pode ter relação com a alteração no desenvolvimento fetal

O uso do paracetamol durante a gravidez deve ser controlado e apenas quando houver indicação médica. É o que propõe uma Declaração de Consenso, assinada por 13 especialistas e apoiada por 91 cientistas, médicos e profissionais da saúde, publicada na Nature Reviews Endocrinology.

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O paracetamol é um medicamento indicado para o alívio e redução da febre e dores leves a moderadas.


Os autores revisaram pesquisas em animais experimentais e baseadas em células, e pesquisas epidemiológicas humanadas relacionadas ao uso de paracetamol durante a gravidez publicadas entre 1º de janeiro de 1995 e 25 de outubro de 2020.


Essa revisão sugere que o uso do paracetamol pode ter relação com alteração no desenvolvimento fetal, aumentando os riscos de alguns distúrbios neurológicos, urogenitais e reprodutivos em homens e mulheres.


"O paracetamol é amplamente usado durante a gravidez, com estimativas sugerindo que seja usado por até 65% das grávidas nos Estados Unidos e mais de 50% no mundo todo. No entanto, uma quantidade crescente de pesquisas sugere que a exposição pré-natal ao paracetamol pode afetar o desenvolvimento fetal, o que pode aumentar o risco de certos distúrbios neurodesenvolvimentais, reprodutivos e urogenitais", alerta o documento.


Eles recomendam que as mulheres devem ser aconselhadas antes ou início da gravidez com as seguintes orientações:


- Usar o paracetamol apenas com indicação médica;


- Consultar o médico ou farmacêutico se não tiver certeza se deve usar o paracetamol e antes de usar a longo prazo;


- Minimizar o risco usando a menor dose eficaz pelo menor tempo possível.


Os especialistas pedem que agências como a FDA (norte-americana) e EMA (europeia) revisem todos os dados para que uma avaliação de risco baseada em evidências possa ser disponibilizada para pacientes e profissionais da saúde.

Fonte: G1
Agora Sul
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