Atendimento segue acontecendo, mas com longas filas e grande espera
Desde a última semana, parte dos funcionários dos Correios decidiu entrar em paralisação. A greve parcial ocorre em meio a discussões sobre o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) com o sindicato da categoria.
Do total de 36 sindicatos, 12 aderiram ao movimento de paralisação, atingindo nove estados, inclusive Santa Catarina.
A medida afetou também o Centro de Distribuição localizado em Tubarão. Quem passa em frente à unidade se depara com faixas do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos e Similares de Santa Catarina (Sintect/SC).
O material estampa frases como "Não é por privilégio, é para manter direitos" e "Estamos em greve". A unidade segue atendendo a população, mas longas filas foram registradas na manhã desta terça-feira (23), além de uma demora de até 30 minutos para o atendimento.
Nos últimos dias, a Justiça determinou que os trabalhadores dos Correios mantenham 80% do efetivo em atividade durante a greve. A decisão é da ministra Kátia Magalhães Arruda, do Tribunal Superior do Trabalho, e atende a um pedido da estatal.
Para a ministra, o serviço postal é essencial e não pode ser totalmente paralisado. Em caso de descumprimento, os sindicatos podem sofrer multa diária de R$ 100 mil.
Os funcionários reivindicam um novo acordo coletivo, reajuste salarial e medidas contra a crise financeira da empresa.
Atualmente, a estatal busca um empréstimo de R$ 12 bilhões para cobrir prejuízos. Em nota, os Correios informaram que todas as agências seguem abertas e que foram adotadas medidas para reduzir os impactos à população.
Uma nova assembleia dos trabalhadores está prevista para esta terça-feira, quando serão definidos os rumos da mobilização.
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