Órgão reuniu distribuidoras e postos para discutir alta na demanda e monitorar possíveis abusos nos preços em SC
O Procon de Santa Catarina reuniu representantes de distribuidoras de combustíveis e do setor varejista em Florianópolis para discutir o cenário atual de abastecimento e a formação dos preços no estado, nesta quinta (19).
O encontro contou com a participação de 10 distribuidoras, do sindicato dos postos da Grande Florianópolis e de representantes do Procon municipal, com o objetivo de esclarecer a dinâmica do mercado diante do aumento recente na procura por combustíveis.
Durante a reunião, foram debatidos fatores que influenciam o preço final ao consumidor, como oferta nacional e internacional, custos logísticos, variação cambial, necessidade de importação e impactos de eventos externos.
O Procon questionou o setor sobre a possibilidade de desabastecimento e os efeitos da alta demanda.
Segundo a diretora do órgão, não há, neste momento, risco de falta de combustível no estado.
A orientação é para que consumidores evitem filas, já que a procura elevada pode impactar nos preços.
Representantes das distribuidoras apontaram que o mercado vive um período de “super demanda”, comum no mês de março, impulsionado pela safra agrícola e por incertezas como a possibilidade de greve de caminhoneiros.
O setor também informou que eventuais faltas são pontuais e vêm sendo rapidamente normalizadas, mantendo o abastecimento dentro da normalidade.
O Procon destacou ainda a realização da operação Aequus, que monitora preços e possíveis irregularidades em 13 cidades catarinenses.
O órgão reforçou que denúncias podem ser feitas aos Procons municipais, que irão apurar eventuais abusos.
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