Ministério Público apontou indícios de asfixia e tentativa de simulação de suicídio para justificar manutenção da prisão
A Justiça decretou a prisão preventiva do homem de 24 anos suspeito de matar a companheira, Maria Eduarda Salvaro, de 21 anos, em Criciúma.
A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada neste sábado (20), após pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
Segundo o promotor de Justiça plantonista Felipe Luz, há elementos que indicam a prática de feminicídio.
Ao solicitar a conversão da prisão em flagrante para preventiva, o Ministério Público argumentou que a medida é necessária para garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal.
Conforme manifestação apresentada pelo MPSC, os indícios apurados até o momento apontam que a vítima pode ter sido morta por asfixia, hipótese que seguirá sendo investigada pela Polícia Civil.
Outro ponto destacado pelo órgão foi o fato de o suspeito ter deixado o apartamento onde a vítima foi encontrada morta.
Ele foi localizado posteriormente pela Polícia Militar em Cocal do Sul, circunstância que, na avaliação do MPSC, reforça o risco de fuga.
Maria Eduarda foi encontrada sem vida na tarde de sexta-feira (19) no apartamento onde morava com o companheiro.
Familiares acionaram a Polícia Militar após receberem mensagens e áudios que indicavam a possibilidade de o casal atentar contra a própria vida.
Durante depoimento à Polícia Civil, o suspeito afirmou que permaneceu por cerca de dois dias no imóvel após a morte da companheira.
Ele alegou que os dois teriam feito um suposto pacto e que, ao acordar, encontrou a jovem já sem vida.
A versão, no entanto, passou a ser contestada após análises preliminares da Polícia Científica apontarem inconsistências em relação ao relato apresentado.
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