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GERAL
08/12/2025 12h47

Jovem vende brigadeiros nos semáforos e sonha em abrir o próprio negócio

Natural do Mato Grosso do Sul, Carlos Daniel comercializa doces gourmet em Tubarão

Carlos Daniel é mais um jovem que veio de fora do estado para tentar novas oportunidades na região e que já está ficando conhecido nos semáforos de Tubarão.


Natural do Mato Grosso do Sul (MS), Carlos encontrou em Santa Catarina uma oportunidade para investir em um sonho. Atualmente morando em Sangão, recebeu apoio do cunhado, que o apresentou ao universo das vendas de rua, uma porta que se abriu de maneira despretensiosa, mas que rapidamente se transformou em projeto de vida.


Antes de empreender nas ruas, Carlos trabalhava como jovem aprendiz e sempre atuou com carteira assinada. A mudança para o novo modelo de trabalho foi acompanhada de desafios, principalmente no início, quando a timidez o impedia de lidar diretamente com o público.


“Eu sempre tive o sonho de abrir meu próprio negócio, de ser dono, de ter um alcance maior e alcançar meus objetivos. Descobri as vendas de rua através do meu cunhado, que já vendia há um tempo. Arrisquei, vim vender nas ruas e vi que funciona”, conta.

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Hoje, vendendo brigadeiros gourmet, o jovem diz estar cada vez mais próximo de transformar seu maior sonho em realidade: abrir a própria cafeteria. “Eu amo café. Meu objetivo é abrir uma cafeteria e estou vendendo brigadeiros para juntar renda e investir nisso”, explica.


Carlos atua nos semáforos mais movimentados de Tubarão, no centro da cidade. Segundo ele, o local já se tornou referência entre clientes, que passam com frequência e levam os produtos. Além das vendas diretas no semáforo, alguns clientes já fazem encomendas e acompanham seu crescimento.


Apesar dos avanços e da boa recepção do público, Carlos afirma que ainda existe preconceito com quem vende produtos na rua. Segundo ele, muitos motoristas não abrem o vidro do carro, mesmo sem saber quem está oferecendo os produtos ou qual projeto está por trás do trabalho.


“Existe sim a questão do preconceito. Tem gente que não abre o vidro, mas é porque não conhece de verdade. Já teve pessoa que me deu oportunidade de explicar o projeto e até hoje compra, faz encomenda e acompanha meu trabalho”, relata.


O jovem acrescenta que a experiência o transformou pessoalmente: “Eu era muito tímido. Vender nas ruas me fez me conectar mais com o pessoal e aprendi a lidar com o público".


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