Crime ocorreu em 2012 e autor teve pena fixada em 14 anos de prisão
Um homem foi condenado nesta quinta-feira (19) pelo Tribunal do Júri por tentar matar a esposa ao atear fogo em seu corpo, em Imbituba.
O crime aconteceu em 2012 e a pena foi aplicada em 14 anos, dois meses e 20 dias de reclusão, em regime inicial fechado.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a vítima estava em casa com os filhos, de 3 e 4 anos, quando o companheiro chegou ao local e iniciou uma discussão motivada por suspeita de traição.
Durante a briga, após outras agressões, o homem jogou líquido inflamável sobre a mulher e ateou fogo. As crianças presenciaram toda a ação.
A vítima sofreu queimaduras de segundo grau em cerca de 25% do corpo.
Ela foi socorrida rapidamente pelo Corpo de Bombeiros e levada ao hospital de Imbituba, sendo posteriormente transferida para uma unidade especializada em tratamento de queimados.
Inicialmente, a mulher tentou proteger o companheiro e apresentou versões contraditórias sobre o ocorrido.
Primeiro, disse que as queimaduras foram causadas por uma explosão de fogo e, depois, afirmou ter provocado o incêndio no próprio corpo.
No entanto, a perícia constatou que a lareira não apresentava sinais de explosão. Além disso, testemunhas relataram histórico de violência no relacionamento.
Durante as investigações, um dos filhos do casal chegou a dizer: “Papai queimou a mamãe”, informação que também foi registrada pelo Conselho Tutelar.
Conforme o promotor de Justiça Tito Gabriel Cosato Barreiro, os jurados entenderam que as provas da vítima de isentar o agressor estavam relacionadas ao contexto de violência doméstica.
O réu foi condenado por homicídio qualificado por motivo torpe e pelo uso de fogo, caracterizando tentativa de feminicídio.
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