Evento celebra os 100 anos do município com homenagens, lançamentos e programação cultural gratuita
A prefeitura de Criciúma, por meio da Fundação Cultural de Criciúma (FCC) e da secretaria Municipal de Educação, prepara uma edição histórica da Feira do Livro de Criciúma.
Entre os dias 1º e 12 de novembro, a Praça Nereu Ramos, no Centro, se transformará em um grande espaço de leitura, cultura e memória, em comemoração ao centenário de emancipação político-administrativa da cidade. Como em todas as edições, a entrada será gratuita.
Para o prefeito Vagner Espindola, a edição especial deste ano carrega um simbolismo único.
“Os livros são cápsulas do tempo, guardam os sentimentos e as visões do momento em que foram criados. Tudo o que vivemos neste ano do centenário ficará registrado para as futuras gerações. Por isso, preparamos uma feira especial, repleta de surpresas e experiências que exaltam a cultura e a identidade criciumense”, destaca.
Serão cerca de dez estandes com títulos voltados principalmente ao público infantojuvenil. Além das opções de leitura, os visitantes da feira poderão participar de palestras, oficinas e acompanhar apresentações culturais.
A programação também contará com a presença de autores locais e regionais, incluindo lançamentos de obras inéditas e atividades educativas voltadas às escolas da rede municipal de ensino.
Ao todo, 11 escolas, com cerca de 600 estudantes, subirão ao palco da Feira do Livro com recitais, peças teatrais e performances inspiradas em obras literárias. Além disso, todas as 62 unidades de ensino participarão das visitas ao evento, totalizando mais de três mil estudantes.
Resgate histórico e lançamento especial
Entre os destaques literários da feira está o lançamento do livro “Criciúma: Assim como era no princípio e agora – A Crônica do Centenário”, do jornalista e historiador Archimedes Naspolini. A obra reúne documentos inéditos e reflexões sobre a formação política, econômica, religiosa e social do município entre 1880 e 1925.
“As pesquisas me levaram aos arquivos originais de Araranguá, cidade-mãe de Criciúma. Reencontrar atas, registros e relatos dos fundadores foi como revisitar o nascimento da nossa história”, afirma Naspolini.
Dividido em quatro capítulos, o livro retrata as primeiras eleições municipais, a trajetória do carvão, a construção da Estrada de Ferro Dona Tereza Cristina e a relevância das igrejas católica e evangélica na formação moral e comunitária da cidade.
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