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GERAL
24/12/2025 12h56

Estudo indica que Barra do Camacho deve ser mantida aberta para evitar enchentes

Trabalho foi conduzido por acadêmicos de engenharia civil de universidade da região

Um estudo técnico desenvolvido pela Univinte Fucap trouxe um novo alerta sobre a segurança hídrica de Tubarão e de todo o complexo lagunar da região.


A pesquisa indica que as grandes enchentes históricas do município estão diretamente relacionadas ao fechamento da Barra do Camacho, em Jaguaruna, e não somente ao assoreamento do leito do Rio Tubarão.


O trabalho foi coordenado por Expedito Michels, presidente da instituição, e contou com a participação de acadêmicos do curso de engenharia civil.


A iniciativa integra as ações de contrapartida social previstas pelo Fundo de Apoio à Manutenção e ao Desenvolvimento da Educação Superior (Fumdes).

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Durante o estudo, a equipe realizou uma batimetria detalhada do Rio Tubarão, no trecho entre a divisa do município e Laguna. Ao todo, foram coletados cerca de 4,9 mil pontos de medição.


Os resultados mostraram que o rio apresenta profundidade média entre cinco e sete metros, indicando que a cheia registrada em 2022 promoveu uma espécie de “limpeza natural” do leito, aproximando-o de suas condições originais.


“Os relatos de pescadores e de empresas que fazem extração de areia já indicavam isso. A tarrafa demorava mais para atingir o fundo e não era mais necessário aguardar a maré para operar”, explica Expedito.


Com a constatação, o estudo avançou para a análise do sistema de drenagem da região. A conclusão aponta que o principal gargalo está no canal da Barra do Camacho.


De acordo com o levantamento, até cerca de dois metros acima do nível normal a barra consegue dar vazão ao volume de água do Rio Tubarão. A partir desse ponto, o fluxo se inverte e passa a buscar escoamento pela Barra do Camacho. Quando a barra está fechada, ocorre o represamento da água, agravando as enchentes em Tubarão.


Dados históricos confirmam o problema


A análise de registros históricos reforça a conclusão do estudo. As grandes cheias registradas em Tubarão nos anos de 1836, 1887, 1928, 1974 e 2022 coincidem com períodos em que a Barra do Camacho estava obstruída.


O estudo também identificou dois pontos críticos de assoreamento no canal do Camacho: na foz da barra e em um trecho conhecido como “buraco da vaca”, antes da ponte. Entre as soluções sugeridas estão o uso de draga estacionária na margem, equipamentos semelhantes aos já utilizados por extratores de areia da região e a operação contínua com pequenas balsas.


Encaminhamento às autoridades


O relatório completo já foi encaminhado à Defesa Civil de Santa Catarina e à prefeitura de Laguna. Para o coordenador do estudo, a participação do governo do estado é fundamental para viabilizar uma solução integrada.


“Não se trata apenas de uma questão ambiental, mas também de desenvolvimento econômico”, conclui Expedito Michels.


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Com informações de Rádio Cidade.
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