Cerca de 20% dos presos em regime fechado têm acesso às vagas de trabalho
Uma nova linha de produção de big bags foi instalada dentro do Complexo Penitenciário de Tubarão. A atividade, realizada em parceria com a iniciativa privada, emprega detentos na confecção das embalagens, que são utilizadas para armazenagem e transporte de produtos.
A parceria é entre a Secretaria de Justiça e Reintegração Social (Sejuri) e a Teixeira Têxtil. A iniciativa reforça a política estadual de reintegração social, ao oferecer oportunidades de capacitação e ocupação produtiva a pessoas privadas de liberdade.
A Teixeira Têxtil foi a primeira empresa a firmar convênio com a Penitenciária Masculina de Tubarão e atualmente oferta vagas de trabalho para cerca de 20% dos presos em regime fechado que cumprem pena na unidade.
Com 346 metros quadrados de área, a unidade tem como principal atividade a produção de Big Bags utilizados na armazenagem e transporte de produtos.
Os detentos poderão atuar em diferentes etapas da produção, como costura de acessórios, colagem, fixação do topo, revisão, amarração, dobra e prensagem.
Entre as funções estão: ajudante de produção, costureiro, operador de prensa, operador de máquina e revisor.
Além da ocupação produtiva, está prevista a oferta de 4.800 horas de capacitação profissional para os apenados vinculados ao projeto.
Outro impacto positivo será a contribuição financeira ao Estado. A arrecadação prevista com a taxa de 25% destinada ao Fundo Rotativo da Regional Sul (Funpes) deve alcançar cerca de R$ 75 mil por mês, totalizando mais de R$ 924 mil ao ano.
Para a secretária de Justiça e Reintegração Social, Danielle Amorim Silva, o trabalho prisional é um dos pilares da reintegração social.
“Estamos criando oportunidades reais de transformação. O trabalho prisional é uma ferramenta essencial para garantir dignidade e preparar os internos para a vida em liberdade”, destacou.
Receba outras notícias pelo WhatsApp. Clique aqui e entre no grupo do Sul Agora.