Justiça aponta falha na orientação e demora no atendimento após procedimento
Uma mulher que ficou cega de um dos olhos após uma cirurgia no nariz em 2017 deverá receber R$ 50 mil por danos morais, além do ressarcimento de gastos com acompanhamento psicológico.
A decisão é da 2ª Vara Cível de São Bento do Sul, que responsabilizou o cirurgião e uma associação hospitalar. O anestesista envolvido foi absolvido.
A paciente passou por septoplastia, turbinectomia e rinoplastia estética. Nas horas seguintes ao procedimento, percebeu a perda total da visão do olho esquerdo.
Apesar de solicitar avaliação especializada, não foi encaminhada imediatamente a um oftalmologista. Exames posteriores indicaram oclusão da artéria central da retina, causando cegueira permanente.
Embora a perícia tenha concluído que não houve erro técnico na cirurgia, o juiz apontou falhas na informação sobre riscos e no atendimento de urgência.
Ao final do julgamento, o médico cirurgião e a associação hospitalar foram condenados solidariamente ao pagamento de R$ 50 mil por danos morais, além do reembolso dos gastos comprovados com tratamento psicológico.
Por outro lado, a Justiça rejeitou os pedidos de indenização por dano estético e de pagamento de pensão vitalícia.
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