A confraternização marcou o último dia de aula antes das férias escolares
A Associação Desportiva, Recreativa e Cultural Meninos de Ouro (Aserec), conduzida pelo professor Célio Matias, encerrou as atividades de 2025 com uma tarde especial dedicada a mais de 30 crianças que participam das aulas gratuitas de basquete oferecidas na quadra da Escola Faustina da Luz Patrício, em Tubarão.
A confraternização marcou o último dia de aula antes das férias escolares.
Ao longo do ano, o projeto atendeu meninos e meninas de até 12 anos no contraturno escolar, com treinos semanais que, segundo o professor, foram além do aprendizado esportivo: “Está sendo um ano gratificante, tanto para mim como para as crianças”, celebrou Célio.
Crescimento do projeto e desafios
Mesmo estudantes que deixaram a Escola Faustina continuaram participando das atividades após conhecerem o trabalho.
“As crianças não me largaram. Aquelas que saíram da escola e foram para outras, quando souberam do início do basquete, vieram. Teve até mais crianças que pediram para voltar”, contou o professor.
O aumento da procura, no entanto, também trouxe limitações. Por falta de mais dias e horários, nem todos os interessados puderam ser contemplados. A expectativa é de ampliação em 2026.
“Provavelmente, para o ano que vem, a gente vai ampliar os dias e as horas para contemplar esse pessoal todo”, projetou.
Festa feita com ajuda da comunidade
O encerramento contou com cachorro-quente, bolo, refrigerante e guloseimas, tudo organizado por Célio e sua família. A celebração só foi possível graças ao apoio de moradores e parceiros locais.
Uma campanha de arrecadação de latinhas ajudou a custear parte da festa, além das contribuições de ex-alunos. “A gente gostaria de dar algo a mais, um presentinho melhor, mas já ficamos gratos com o que conseguimos oferecer”, afirmou o professor.
Planos para 2026
Com crianças entre 10 e 12 anos, a associação deve entrar em uma nova fase no próximo ano: a participação em competições oficiais. Célio já entrou em contato com a Federação Catarinense de Basketball para filiar a associação.
“Quero iniciar com o pessoal de 12 anos e começar a fazer alguma movimentação, talvez no 3x3 ou 5x5. Eles estão com a idade para começarmos algo maior”, explicou.
Atualmente, o professor trabalha sozinho no projeto, o que torna o dia a dia desafiador. Mesmo assim, ele atende mais de 50 crianças por encontro e planeja abrir uma nova turma para alunos de 13 e 14 anos. “Para um professor só já é bastante trabalho, mas a tendência é ampliar”, disse.
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