O rancor é uma cela invisível. Você não vê as grades, mas elas estão lá, prendendo seus pensamentos, roubando sua paz, tornando cada lembrança um castigo. E o mais cruel? O crime não foi seu. Mas a sentença, sim.
Alguém te feriu, e você se agarra à dor como se, de alguma forma, isso pudesse mudar o passado. Mas não muda. Só prolonga o sofrimento. O outro segue sua vida, enquanto você carrega o peso de algo que não deveria mais ser seu.
Perdoar não é esquecer. É libertar-se. Não significa justificar o erro, mas se recusar a continuar refém dele. Porque, no fim, o rancor não pune quem te machucou. Só mantém viva a ferida dentro de você.
Soltar esse peso não é um favor ao outro. É um presente que você se dá. Porque nenhuma mágoa merece ocupar o espaço onde poderia morar a sua paz.
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