Existem amizades que chegam de mansinho. Outras nascem da convivência. E existem aquelas raras que simplesmente parecem ter sido escritas antes mesmo de nascermos.
A Andréa Cascaes Lopes é assim para mim.
Minha Pilma Bebel.
São mais de cinco décadas dividindo a vida. E quando digo vida, não falo apenas dos dias bonitos. Falo das alegrias que celebramos juntas, das lágrimas que enxugamos uma da outra, dos sonhos que compartilhamos, dos medos que confessamos e das tempestades que enfrentamos de mãos dadas.
Vivemos tudo.
A infância, a adolescência, os amores, as perdas, as conquistas, as decepções e os recomeços.
A amizade verdadeira não é aquela que nunca encontra obstáculos. É aquela que atravessa os obstáculos e permanece. E nós permanecemos.
Porque o afeto que construímos não depende da distância, do tempo ou das circunstâncias. Ele foi cimentado na lealdade, na admiração e no carinho que uma sente pela outra.
A Andréa tem um coração de ouro. Daqueles que acolhem sem julgar, ajudam sem anunciar e amam sem exigir nada em troca.
Quando olho para essa fotografia antiga, não vejo apenas duas meninas sentadas num sofá. Vejo uma história inteira. Vejo memórias que o tempo não conseguiu apagar. Vejo cumplicidade. Vejo confiança. Vejo amor em sua forma mais pura: a amizade.
E se a vida me permitisse escolher algumas pessoas para levar comigo em todas as existências, tenho certeza de que a Pilma Bebel estaria em cada uma delas.
Porque amigas passam.
Amigas ficam.
Mas uma irmã escolhida pelo coração é para sempre.
Com amor,
Sibéle Cristina Garcia
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