Existe uma fama injusta que acompanha as sogras há gerações.
Basta alguém anunciar um casamento e logo aparecem as piadas, os comentários e as histórias sobre conflitos, disputas e diferenças. Parece que a sociedade resolveu transformar a sogra em personagem de comédia antes mesmo de conhecê-la.
Mas a vida real é muito mais bonita do que os estereótipos.
No casamento da minha filha, ganhamos muito mais do que um genro. Ganhamos uma família. E, especialmente, uma sogra daquelas que a gente guarda no coração.
A gaúcha Silvana Barbosa Petry chegou de mansinho e conquistou todo mundo. Com seu jeito simples, acolhedor e bem-humorado, transformou encontros em memórias e preparativos em momentos de afeto.
Entre uma risada e outra, ela fez arte.
Foi dela a delicadeza das carteiras de crochê das madrinhas, confeccionadas com carinho e dedicação. Foi dela também o bolo do casamento, feito com as mãos de quem entende que cozinhar também é uma forma de amar.
Mas o maior presente não foi o crochê nem o bolo.
Foi o amor.
Minha filha não ganhou apenas uma sogra. Ganhou uma outra mãe. Daquelas que acolhem, incentivam, ajudam e torcem pela felicidade dos filhos, mesmo quando eles chegam por caminhos diferentes da vida.
Talvez esteja na hora de desmistificarmos as sogras.
Porque existem mulheres extraordinárias que não disputam espaço, não competem e não dividem amor. Elas somam.
E a Silvana é exatamente assim.
Uma artista das mãos, uma especialista em risadas e uma mulher que nos mostrou que os laços mais bonitos nem sempre são os de sangue. Às vezes, são os que o amor escolhe construir.
E nós tivemos a sorte de sermos escolhidos.
Com amor, para a nossa querida Silvana Barbosa Petry.
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