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BLOGS E COLUNAS

Número que não é divulgado

29/06/2020 06h52

O mundo ultrapassou ontem a triste marca de meio milhão de mortos pelo covid. Até esse domingo (28) eram 10 milhões de infectados, dos quais 5,5 milhões já estavam recuperados. Outros quatro milhões estão com a doença, a imensa maioria com sintomas leves. Destas, 57.000 pessoas estão em estado mais grave ou crítico, nesse momento, lutando pela vida.

Os números de mortos, de infectados e de recuperados são alvo de brigas diárias nas redes sociais. No caso do Brasil, muitos dos que apoiam o presidente Bolsonaro costumam dizer que a imprensa dá destaque ao número de mortos, sem enfatizar o número de recuperados. Sim, morreram meio milhão. “E daí? Todo mundo vai morrer um dia”, raciocina nosso presidente.

Pessoas instruídas, aquelas que se informam pela imprensa e não pelas redes sociais, sabem que os números (de mortos e recuperados) são amplamente divulgados, apesar do governo Bolsonaro ter tentado de todas as formas ocultar os dados da população. Nem é preciso dizer aqui da importância de uma comunicação eficiente para reduzir o número de contaminados.

O presidente tenta se eximir da responsabilidade na saúde dizendo-se sempre preocupado com os reflexos da covid sobre a economia. Não parecia, quando ofereceu apenas R$ 200 de auxílio emergencial, valor que foi aumentado para R$ 600 após discussão no Congresso. Agora mesmo há um esforço do governo para diminuir esse valor – e acabar o quanto antes com ele.

Estivesse mesmo preocupado com a economia, nosso governo deveria estar se esforçando para salvar o maior número de empresas possível, viabilizando empréstimos que pudessem socorrer as empresas e preservar empregos. O Congresso criou o Pronampe, proposto pelo senador Jorginho Mello, o presidente sancionou, mas o dinheiro não chega às empresas.

Veja-se o exemplo da Associação Comercial de São Paulo, que em 2005 criou o impostômetro e apontou, no sábado (27), que pagamos R$ 1 trilhão de impostos só este ano. Falta as entidades empresariais criarem um covidômetro, com o número de empresas fechadas nessa pandemia. A maioria das pessoas vai superar a covid. Pode-se dizer o mesmo das empresas?

LÚCIO FLÁVIO
Lúcio Flávio de Oliveira
Diretor de redação do Sul Agora e do jornal Diário do Sul. Lúcio Flávio é formado em Comunicação Social (Jornalismo) e Direito pela Unisul e tem MBA em Gestão Empresarial pela FGV.
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