“É a economia, estúpido”. A frase que ficou famosa após Bill Clinton derrotar George Bush (pai), que tinha 90% de aprovação após a Guerra do Golfo, serviu como baliza para muitas eleições posteriores. O eleitor pensa com o bolso: se a economia vai bem, reelege o presidente. Se tudo está uma carestia e falta emprego, quer mudança.
A última pesquisa Quaest apurou que a maior preocupação do brasileiro hoje é a violência. Um terço dos eleitores pensa desta forma. A economia vem bem atrás, com 15%, ou um a cada seis eleitores. Saúde e corrupção preocupam 14% dos eleitores, seguidas por problemas sociais (12%), educação (7%) e outras preocupações (5%).
Não é de hoje que a violência preocupa. Não por outro motivo, muitos políticos se elegeram fazendo arminha nas eleições de 2018 para cá e pregando o armamento da população, e frases como “bandido bom é bandido morto” elegeram até um presidente. Outros institutos também apontam a segurança pública como a maior preocupação.
Por isso, as pesquisas oscilam entre as boas notícias do governo Lula (inflação e desemprego baixos, isenção do IR, escala 6x1, preço estável dos combustíveis) e Trump dizendo que vai acabar com as facções criminosas, o que rende pontos a Flávio Bolsonaro. Trump ajuda Flávio nesta hora, mas atrapalha quando impõe tarifas ao Brasil.
O ponto é que a eleição deste ano deverá ser decidida pela questão da segurança pública. Chama a atenção que uma preocupação que não aparece em nenhum ranking, e deveria, é a mudança climática. Uma discussão que costuma passar longe dos debates porque, como os institutos captam, parece não importar a ninguém.
Receba outras colunas direto em seu WhatsApp. Clique aqui.
