Alan Schardosim Amândio estava internado desde o dia 5 de outubro e não resistiu aos ferimentos
Morreu nesta segunda-feira (12) o trabalhador Alan Schardosim Amândio, de 27 anos, que sofreu queimaduras em aproximadamente 80% do corpo durante um incêndio nas instalações da empresa Anjo Tintas, em Criciúma.
O jovem estava hospitalizado havia uma semana, desde o acidente registrado no dia 5 de outubro.
A ocorrência aconteceu na unidade matriz da empresa, durante uma operação de carregamento de um caminhão-tanque com produtos inflamáveis.
Conforme informações repassadas pelo Corpo de Bombeiros na ocasião, o fogo teve início enquanto o veículo estava sendo abastecido com solventes.
Alan trabalhava na operação e estava sobre o tanque do caminhão quando as chamas se espalharam.
Ele sofreu queimaduras graves e recebeu os primeiros atendimentos de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), sendo posteriormente encaminhado ao Hospital São José, em Criciúma.
Na quinta-feira (8), a empresa havia divulgado uma atualização informando que o funcionário permanecia internado, com quadro clínico considerado estável e sob acompanhamento médico.
Apesar dos cuidados, o trabalhador não resistiu aos ferimentos, e a morte foi confirmada nesta segunda-feira.
Sindicato cobra investigação sobre o acidente
Em manifestação oficial, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região lamentou a morte de Alan e informou que acompanha os desdobramentos do acidente desde os primeiros momentos.
A entidade também confirmou que encaminhou ao Ministério do Trabalho uma solicitação formal de fiscalização e apuração das circunstâncias que provocaram o incêndio.
O sindicato destacou que a morte de um trabalhador durante o exercício de suas atividades evidencia a importância de medidas permanentes de prevenção de acidentes e proteção à integridade física dos profissionais.
A Anjo Tintas também se manifestou sobre o falecimento, prestando solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho. Segundo a empresa, está sendo oferecido suporte à família, além de colaboração com os órgãos responsáveis pela investigação.
Receba outras notícias pelo WhatsApp. Clique aqui e entre no grupo do Sul Agora.