Investigação revelou estrutura hierárquica e atuação em Santa Catarina, Paraná e São Paulo.
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou 14 pessoas suspeitas de integrar uma organização neonazista que atuava em Santa Catarina, São Paulo e Paraná.
Entre os investigados estão dois policiais e um advogado, apontados como integrantes da estrutura do grupo.
A denúncia é resultado da Operação Nuremberg, deflagrada em outubro de 2025 pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).
Na ocasião, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão em quatro estados, incluindo a cidade de Cocal do Sul, no Sul de Santa Catarina.
Segundo o MPSC, a organização possuía estrutura hierárquica, regras internas, cobrança de mensalidades obrigatórias e promovia a disseminação de conteúdos de ódio, apologia ao nazismo e intolerância racial, religiosa, política e sexual.
As investigações apontam que o grupo mantinha encontros presenciais, produzia materiais de propaganda, realizava recrutamento de novos integrantes e chegou a elaborar dossiês de pessoas consideradas alvos de agressões ou retaliações.
Os 14 denunciados respondem por organização criminosa, e oito deles também foram denunciados por racismo e apologia ao nazismo.
O caso ainda aguarda decisão da Justiça sobre o recebimento da denúncia.
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