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Godzilla Vs. Kong

29/04/2021 09h48

Passadas as emoções do Oscar, voltamos à nossa programação normal, como diria aquela antiga chamada. E essa programação, como é sabido, ainda está bastante prejudicada, em virtude das incertezas causadas pelo descontrole da pandemia no Brasil. Ainda assim, trarei aqui as críticas das obras que forem lançadas, seja nas parcas salas de cinema abertas, seja nos serviços de streaming, estes sim, indo de vento em popa.


E para começar, vamos, de cara, desligar o cérebro e viver uma aventura escapista ao extremo, o que, para o atual momento, é o ideal. Como convidados, nada menos do que os dois maiores monstros que a sétima arte já produziu: Godzilla e King Kong.



Sem drama… O negócio aqui é briga, e das boas!


Em sequência ao chamado “Monsterverse” (ou Monstroverso, numa tradução livre), “Godzilla Vs. Kong” (Warner Bros./2021) segue o caminho iniciado em 2014 com o primeiro “Godzilla”, e que trouxe ainda “Kong – Ilha da Caveira”, em 2017, e “Godzilla – Rei dos Monstros”, de 2019, para culminar, agora, no iminente embate entre os dois titãs, o que vem se desenhando desde o início da franquia.


E para curtir o longa como ele deve ser curtido, desligue o cérebro, literalmente! Não espere grandes dramas humanos, não espere interpretações marcantes e inesquecíveis, não espere nada além daquilo que, por premissa, você já sabe que vai encontrar: monstros “quebrando o pau” entre si e destruindo tudo pelo caminho. E isso é ótimo! E, diferente do que vimos em outros filmes com o famigerado versus no título, aqui a briga entre os protagonistas acontece ao longo da história, em momentos, locais e de formas diferentes, e elas são sensacionais!


Espetáculo visual


O filme usa o que de mais impressionante os efeitos visuais conseguem produzir para criar as criaturas, desde a pele sólida e fria de Godzilla, até os pelos de Kong, que voam e se movimentam de forma natural ao sabor do vento, até as expressões faciais dos monstros, que passam ao espectador exatamente o que estão sentindo, e de forma intensamente realista, o que faz com o que se vê em tela em nenhum momento lembre a você que é tudo digital. Eles são reais, se movimentam de forma real, brigam de forma real. É um espetáculo visual pra ser visto na maior tela possível, com o melhor sistema de som disponível, e no último volume.


O mesmo vale para os demais elementos do longa, como as cidades e cenários onde os embates acontecem, e o pouco que sobra deles, após a passagem dos dois gigantes. Ah sim, sobre isso, é, Kong cresceu, e muito! Já era esperado, pois em Ilha da Caveira foi citado que, naquele momento, ele ainda era um “adolescente em fase de crescimento”. E, realmente, o símio está gigantesco, e encara o Rei dos Monstros de igual pra igual.


É diversão e nada mais!


 “Godzilla Vs. Kong” é um filme que, ao contrário de seus antecessores, nos fez o favor de dar a mínima importância possível aos seres humanos, que só servem mesmo para conduzir a trama. Que bom. Porque, cá pra nós, quem se importa com humanos em um filme desses?? Queremos mais é ver os monstros saindo no tapa, nada mais. E o diretor Adam Wingard entendeu essa que foi a principal crítica recebida pelos longas anteriores, em especial os estrelados por Godzilla. Até temos Millie Bobby Brown (a Eleven, de Stranger Things) reprisando seu papel da última produção, assim como Kyle Chandler (seu pai na trama e que aqui não diz a que veio), além de alguns outros. Mas é só. Todos esquecíveis, desprezíveis e, principalmente, descartáveis. Ah, tem o filho do cientista Serizawa, do primeiro filme… mas, por favor, ignore-o. É o melhor a se fazer.


Para não dizer que nenhum dos humanos tem relevância no longa, vale o destaque para a jovem Kaylee Hottle, que interpreta a menininha Jia, que, ela sim, tem uma importância junto a Kong, com certa importância para a história. Mas o resto… é o resto!


Ah sim, existe um outro personagem no filme, bastante popular para o público que conhece a franquia… Sim, tem MechaGodzilla (não é spoiler, aparece no trailer). Massa!


Onde assistir


Aqui começam os problemas, em especial para nós, brasileiros. “Godzilla Vs. Kong” faz parte daquela leva de produções anunciadas pela Warner que seriam lançadas ao longo de 2021 de forma simultânea, tanto nos cinemas (os abertos, obviamente) quanto no HBO Max, serviço de streaming do estúdio. Só que isso vale somente para os Estados Unidos. E assim foi feito, quando o filme estreou, no final de março.


Sucesso absoluto em suas duas janelas iniciais de exibição (já arrecadou cerca de 400 milhões de dólares), aqui no Brasil seu lançamento é incerto, uma vez que a grande maioria dos cinemas está fechado, e aqueles que estão abertos, ora fecham, daqui a pouco abrem de novo, depois fecham, a bel-prazer da esculhambação que virou o combate à pandemia em nosso país.


Em princípio, o filme tem estreia marcada para esta quinta-feira, dia 29 de abril, nos cinemas brasileiros. Mas se isso vai mesmo de fato acontecer, e de que forma vai acontecer, é difícil prever. Vale a recomendação de verificar a quantas andam os decretos em sua cidade, e como estão impactando os cinemas.


Em tempo, o HBO Max só estreia no Brasil em junho. Até lá, para assistir ao filme na segurança de seu lar, só mesmo usando um VPN, para “driblar” sua localização geográfica, e assim assinar o serviço. Ou algum outro jeitinho que você possa dar, sob sua conta e risco.


O que posso dizer é que, seja em casa ou no cinema, “Godzilla Vs. Kong” vale seu esforço. Mas sempre, e SEMPRE, com prioridade para a segurança e a sua saúde.

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MAX ALEXANDRE
Cultura pop (e outras nerdices)
Jornalista, comunicador social da prefeitura de Tubarão, apaixonado por filmes, séries, games, HQs e cultura pop em geral, desde sempre.
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