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BLOGS E COLUNAS

Disney+ chega ao Brasil

16/11/2020 08h29

Após fazer sua estreia nos Estados Unidos e em alguns países da Europa, além do Canadá, há cerca de um ano, finalmente chega à América Latina, e por consequência ao Brasil, nesta terça-feira, dia 17 de novembro, o tão aguardado Disney+, serviço de streaming da turma do Mickey que reúne alguns dos principais produtos da cultura pop mundial em um único lugar.

Por isso, vamos conhecer um pouco mais do serviço, o que oferece, seus pacotes e valores, e se vale a pena colaborar, a partir de agora, com o aumento da fortuna do Tio Patinhas e seus amigos.

O que é?

O Disney+ (lê-se Disney Plus) é a “Netflix” da Disney, na falta de uma forma mais fácil de explicar. Ou seja, por uma mensalidade fixa, você terá acesso a todo o conteúdo da Disney, e de todas as empresas, estúdios e produtoras que estão debaixo de seu guarda-chuva, são de sua propriedade. Incluem-se aí a Marvel Studios, a Lucas Film (responsável por tudo de Star Wars), a National Geographic, a Pixar Studios e a recém adquirida 20th Century Fox.


E sim, o Disney+ será o único lugar (legalizado, claro) onde todo este conteúdo estará disponível, uma vez que a Disney, em uma estratégia agressiva, retirou todos os seus produtos de outros serviços, como Netflix, Amazon Prime e etc. 


Até mesmo a mídia física, os DVDs e os Blu-Rays, não serão mais comercializados pela empresa na América Latina. Ou seja, aquele DVD maroto do futuro live-action de A Pequena Sereia, que você estava querendo pra sua coleção, só importando da América do Norte. Pois é… Tio Patinhas não ficou rico sendo bonzinho com os concorrentes…


Pacotes

O Disney+ terá dois pacotes principais: o mensal, ao custo de R$ 27,90, e o anual, ao custo de R$ 279,90. Neste caso, o assinante ganha um desconto, com a mensalidade caindo para R$ 23,32. Na fase de pré-cadastro, que termina neste dia 16, estava disponível apenas a opção de assinatura anual, e com um desconto ainda maior, ao valor de R$ 237,90, ou o equivalente a uma mensalidade de R$ 19,82. 


Segundo a empresa, poderão ser usados os mais diversos métodos de pagamento, como cartões de crédito, de débito, desconto em conta, dentre outros. No entanto, nesta fase de pré-cadastro, somente o cartão de crédito estava sendo aceito, com as demais modalidades sendo disponibilizadas no dia 17.

Sacada da Globo

O Grupo Globo, parceiro da Disney para exibição de seu conteúdo em TV aberta, e dono de um dos potenciais concorrentes do Disney+ no Brasil, a Globoplay, que já conta com cerca de 20 milhões de assinantes, teve uma grande sacada de mercado ao oferecer o Disney+ como um novo pacote de seu próprio serviço de streaming.


Isso significa que tanto Globo quanto Disney têm um objetivo em comum no país: destronar a Netflix. Assim, combos Globoplay/Disney+ já podem ser reservados, com a efetivação das assinaturas acontecendo a partir do dia 17. Os valores são os seguintes: no pacote básico, que inclui o Globoplay tradicional e o Disney+, a assinatura mensal custará R$ 43,90 e a anual R$ 454,80 (neste caso o valor mensal correspondente é de R$ 37,90). 


Por sua vez, o plano completo, que inclui a Globoplay+Canais Ao Vivo (que dá acesso em tempo real à programação dos canais Globosat, além do conteúdo padrão do serviço) e a Disney+, sai no plano mensal por R$ 69,90, e o plano anual custa R$ 718,90 (neste caso o valor correspondente por mês é de R$ 59,90).

O cadastro deste serviço pode ser feito por novos ou por atuais assinantes da Globoplay, através do site www.globoplay.com/disneyplus. No entanto, as assinaturas só serão efetivadas no dia 17.

Outras parcerias

Existem outras parcerias firmadas pela Disney no Brasil para facilitar o acesso do público ao seu novo produto. Bradesco, Vivo, Mercado Livre e Next oferecem pacotes de serviços conjugados que incluem situações variadas de mensalidades “grátis” do Disney+, a conferir com cada uma das empresas as condições oferecidas, se você for cliente de alguma.

O conteúdo

O enorme conteúdo do Disney+ traz as clássicas animações que vêm encantando gerações desde Branca de Neve e os Sete Anões, até os atuais remakes em live-action como Alladin, O Rei Leão e o recém-lançado Mulan; as produções arrasa-quarteirão da Marvel, incluindo a maior bilheteria de todos os tempos, Vingadores: Ultimato; os premiados documentários da National Geographic e do NatGeo; as emocionantes e divertidas animações da Pixar, como Toy Story, Divertida Mente, Viva!, Frozen, e várias outras; e tudo o que já foi lançado em todos os tempos dentro do universo Star Wars (filmes, animações), o serviço de streaming do Mickey terá ainda muitas novas produções inéditas dentro destes mundos, algumas já sucesso antes mesmo de chegar oficialmente ao país.

É o caso, por exemplo, da série O Mandaloriano – Star Wars, cuja segunda temporada estreou há poucas semanas, e que não por acaso é o carro-chefe do serviço. Somam-se a ela as inéditas WandaVision, Falcão e o Soldado Invernal, Gavião Arqueiro, Loki, Mulher-Hulk, Cavaleiro da Lua, dentre outras, que irão expandir e se interligar diretamente com o chamado MCU, ou o Universo Cinematográfico da Marvel, usando os mesmos elencos já vistos nos filmes, e sendo obrigatórias para o bom e correto entendimento das histórias deste universo daqui pra frente.

Diversas outras produções estão em andamento, como sequências e derivados de High School Musical, filmes natalinos como Noelle, a aventura Togo, o premiado musical Hamilton, estarão disponíveis no lançamento, assim como vários outros produtos.

Como assistir?

O Disney+ estará disponível nas mais variadas plataformas, mas é preciso ter atenção em alguns pontos. Vamos a eles. Haverá aplicativos para Android, IOS (tanto para tablets quanto para smartphones), ChromeCast, Windows 7, 8, 8.1 e 10, Mac, Amazon Fire, Rokku Express, Apple TV, e navegdores diversos, como o Safari, o Firefox, o Edge e o Google Chrome.

Além destes, estarão disponíveis aplicativos do Disney+ para PlayStation 4 e PlayStation 5, Xbox One (todos os modelos) e Xbox Series X e S. Quanto às TVs, é preciso reparar que o aplicativo só funcionará em aparelhos com Android TV, e em dispositivos da LG e da Samsung produzidos a partir de 2016.

O que eu ganho?

O Disney+, ao contrário de seus concorrentes, terá apenas um modo de assinatura, no que se refere à experiência do usuário. O assinante terá por padrão a possibilidade de baixar todo o conteúdo do catálogo para assistir posteriormente, mesmo que offline, sem restrições, em até 10 dispositivos diferentes; será possível criar até sete perfis diferentes por assinatura, incluindo perfis infantis, com restrição etária; toda assinatura dará direito a quatro telas para transmissão simultânea.

Vale a pena?

Por tudo o que oferece, e até pela forma agressiva como a empresa está agindo frente a concorrentes e outras opções de acesso, e diante do próprio valor cobrado, minha modesta opinião é que sim, vale muito a pena assinar o Disney+. Mesmo que você não goste de Star Wars, pode ser que você goste de Marvel, ou as crianças da sua casa gostem da Pixar ou da Disney Clássica. Enfim, algum conteúdo do serviço certamente vai mexer com você.

E os outros?

Mesmo com todo o poderio da Disney, e do investimento pesado no Disney+, é sabido que não vai ser nada fácil derrubar a liderança da Netflix, pelo menos a curto e talvez até médio prazo. A Globoplay já não é mais concorrência, por ter entrado na dança. Temos a Amazon Prime e a Apple TV, mas com focos e propostas diferentes. Fica a expectativa, essa sim, para a chegada da HBO Max, o terceiro gigante a entrar nessa guerra dos streamings, com tudo da própria HBO, da Turner (leia-se TNT, CNN, Cartoon Network) e a monstruosa Warner Media, e todas as suas propriedades.

O streaming já era o futuro da televisão. Com a pandemia, e o forte impacto que ela teve na indústria do entretenimento, passa a ser o futuro do cinema como um todo. Superproduções vêm sendo transferidas para o streaming (Mulan, por exemplo), fala-se até que o novo 007 e o segundo longa da Mulher-Maravilha, ambos adiados diversas vezes, devem sair direto para estes serviços.

Enfim, a sorte está lançada, e a guerra dos streamings está só começando. Prepare-se!  


    

MAX ALEXANDRE
Cultura pop (e outras nerdices)
Jornalista, comunicador social da prefeitura de Tubarão, apaixonado por filmes, séries, games, HQs e cultura pop em geral, desde sempre.
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