A Vida que Ninguém Vê conversou com Pedro da Silva Vicente, de 55 anos. Ao longo da vida, ele já foi borracheiro, caminhoneiro, vendedor e exerceu tantas outras profissões. Mas foi em 2019, às vésperas de completar 50 anos, que encontrou o trabalho que, segundo ele, mais lhe trouxe alegria: vender pipocas.
Tudo começou quando Pedro observou dois vendedores de pipoca em Laguna. Um deles tinha um carrinho impecável, usava toca, luvas e uniforme branco. O outro trabalhava com um carrinho antigo e vestia roupas comuns. O curioso é que, enquanto o primeiro vendia duas pipocas, o segundo vendia cinquenta.
Intrigado, Pedro foi comprar uma pipoca justamente do vendedor mais “simples”. Bastou provar para entender o motivo do sucesso: o sabor era diferente. Gostou tanto que pediu a receita, pensando apenas em preparar a pipoca para a família. E foi isso que fez.
O tempo passou. Certo dia, seu filho, então com 14 anos, disse que queria trabalhar e sugeriu que os dois produzissem aquela pipoca para vender no centro de Tubarão. Pedro topou a ideia. Compraram milho, uma panela e começaram a oferecer o produto de porta em porta no comércio da cidade.
No início, ele confessa que sentia vergonha. Mas a qualidade da pipoca conquistou os clientes, e a vergonha deu lugar à confiança. Algum tempo depois, Pedro comprou um carrinho e, há seis anos, trabalha no Calçadão de Tubarão, onde se tornou uma figura conhecida.
Quando fala da profissão, seu sorriso entrega o que as palavras confirmam:
“Essa é a profissão que mais me trouxe alegria, amigos e renda. Sou feliz. Vou embora todo dia com um sorrisão no rosto. Pretendo vender pipocas até quando tiver forças para continuar.”
Obrigado, senhor Pedro, por compartilhar um pedacinho da sua história e por adoçar os dias de tanta gente com uma pipoca feita com carinho.
Se você também acredita na beleza de histórias como essa, siga @a_vida_que_ninguem_ve no Instagram e descubra relatos que merecem ser conhecidos.
Receba outras colunas direto em seu WhatsApp. Clique aqui.
